Entardecer em Curitiba

Os pernoites são o grande presente que a aviação me deu. Uma excelente oportunidade de conhecer pessoas e ter novas experiências. A primeira coisa a se fazer é se despir dos preconceitos que se cria sobre determinados lugares, por pura ignorância.

Já tive pernoites maravilhosos em Marabá-PA e Alta Floresta-MT. Já fui num Pub de Rock em Vilhena-RO e comi o melhor pão de queijo recheado da minha vida em Montes Claros-MG. Sonhar com destinos internacionais é bom, mas conhecer o Brasil é primordial. Nessa onda que eu decidi, num dia de extremo cansaço físico e mental, dar uma voltinha por Curitiba.

Fazendo uma força descomunal, tomei aquele banho, vesti uma roupa quentinha e desci. Fui até o recepcionista, perfeito aliado na missão de desbravar uma cidade a começar pelo quarteirão do hotel.
Meu aliado me recomendou o Jardim Botânico, ícone da cidade e ponto turístico cativo. O dia estava ensolarado e eu ansiava por um lugar onde eu pudesse ler um livro em paz.

Em outros tempos, sair do perímetro do hotel seria custoso de táxi e demorado de ônibus. Hoje, existe Uber! Por mais cidades com Uber e por mais Ubers como o senhor simpático que me levou até o parque, que estava lotado de gente “lagarteando” ao sol.

Crianças rolavam no gramado verde, noivas se fotografavam entre as flores e eu lá, esticando meu pau de selfie, acomodando o celular no chão em busca da melhor luz daquele dia. O sol começava a dar seu maravilhoso espetáculo de adeus e a luz estava extremamente bonita. Fotografei um casal desavisado que enamorava o sol e fiquei embasbacada com tamanha potência de beleza e magnitude.

Se fosse na Bahia, teria rolado uma salva de palmas, mas rolou só um vento muito frio quando o sol se foi. Resolvi retornar para o hotel, não sem antes comer alguma coisa. Curitiba é uma cidade onde se come bem por pouco dinheiro. Comi na lanchonete Missal Shawarma, na Francisco Torres, 471. Um delicioso sanduíche no pão sírio com carne e suco de laranja.

Ao final do dia, só a agradecer. Por ser tripulante e ter podido presenciar aquele espetáculo solar, numa cidade onde não tenho nem sequer um parente. Por poder ir e vir, voando, tão livremente que às vezes me esqueço. Isso tudo porque sou Aeromoça… Pode soar cliché, mas é isso que define o que é felicidade: Momentos.

Compartilhar

Deixe uma resposta