Como Lidar com Medo de Voar

Você tem medo de voar?

A aeromoça, parece que não tem. Bom, pelo menos faz cara de quem não tem medo de nada. Já notaram que numa turbulência estamos sempre com cara de “nada está acontecendo, está tudo tão tranquilo hoje”? Ou estamos comendo, se for um voo de São Paulo para Curitiba e o balanço é o único momento disponível para atacar aquele bife em cinco minutos. Mesmo que ele pareça estar vivo, de tanto que se mexe.

Mas a aeromoça aqui tem outros medos, alguns assombrosos demais que podem ser assunto para outro post. Mas tem um que eu comentei no vídeo, que é medo de dentista. A coisa não é fóbica, não é patológica a ponto de me impedir de sentar numa cadeira de dentistas sem molhá-la. Mas é desagradável. E tudo começou com uma experiência ruim.

E há muitos fatores que contribuem para que você desenvolva o medo de voar. Uma experiência traumática, o sensacionalismo da imprensa, medos associados (como de altura e de lugares fechados), enfim. Não, não sou psicóloga e infelizmente não tenho indicações de estudos mais profundos sobre o assunto. Mas sei, como profissional que lida com essa realidade todos os dias, que o medo de voar tem controle.

A ptesiofobia (medo de voar) é discutida há muitos anos na literatura geral e você encontra na livraria muitos guias que podem te ajudar a encontrar técnicas para controlar o medo ou conhecer um pouco mais sobre o assunto. Recomendo o livro “O mundo do Avião, e tudo que você precisa saber para perder o medo de voar”, do Comandante Luiz Bassani. Editora Globo. A partir da página 111 ele responde  as perguntas mais frequentes sobre o assunto.

Ah, e agora você pode me perguntar: Você tem medo de voar?

E eu te respondo: Eu tenho medo de morrer, porque sou um ser humano como você. Mas viver voando me ensinou que o avião é um dos meios de tranposte mais seguros do mundo. Se eu tiver medo de avião, tenho que me justificar ao andar de carro ou de bicicleta, infinitamente mais suscetíveis a um acidente. Além disso, minha função a bordo é justamente evitar que acidentes aconteçam, criar barreiras para que a discpliscência inerente ao humano ou a má sorte nos alcance. O remédio é o profissionalismo. E um pouco de leveza ao voar!

Bons voos!

 

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Sobre Lídia Dourado

Uma Comissária apaixonada pelo que faz.

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